sexta-feira, 6 de abril de 2012

Palavra do Dia: Lucas 23 e Lucas 24: A Morte e a Ressurreição de CRISTO!

Lucas 23

  1. E, levantando-se toda a multidão deles, o levaram a Pilatos.
  2. E começaram a acusá-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei.
  3. E Pilatos perguntou-lhe, dizendo: Tu és o Rei dos Judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes.
  4. E disse Pilatos aos principais dos sacerdotes, e à multidão: Não acho culpa alguma neste homem.
  5. Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui.
  6. Então Pilatos, ouvindo falar da Galiléia perguntou se aquele homem era galileu.
  7. E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém.
  8. E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito; porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal.
  9. E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia.
  10. E estavam os principais dos sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência.
  11. E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos.
  12. E no mesmo dia, Pilatos e Herodes entre si se fizeram amigos; pois dantes andavam em inimizade um com o outro.
  13. E, convocando Pilatos os principais dos sacerdotes, e os magistrados, e o povo,
  14. Disse-lhes: Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem.
  15. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte.
  16. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei.
  17. E era-lhe necessário soltar-lhes um pela festa.
  18. Mas toda a multidão clamou a uma, dizendo: Fora daqui com este, e solta-nos Barrabás.
  19. O qual fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade, e de um homicídio.
  20. Falou, pois, outra vez Pilatos, querendo soltar a Jesus.
  21. Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o.
  22. Então ele, pela terceira vez, lhes disse: Mas que mal fez este? Não acho nele culpa alguma de morte. Castigá-lo-ei pois, e soltá-lo-ei.
  23. Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos, e os dos principais dos sacerdotes, redobravam.
  24. Então Pilatos julgou que devia fazer o que eles pediam.
  25. E soltou-lhes o que fora lançado na prisão por uma sedição e homicídio, que era o que pediam; mas entregou Jesus à vontade deles.
  26. E quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus.
  27. E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam.
  28. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos.
  29. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!
  30. Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos.
  31. Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?
  32. E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com ele serem mortos.
  33. E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.
  34. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.
  35. E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus.
  36. E também os soldados o escarneciam, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre.
  37. E dizendo: Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo.
  38. E também por cima dele, estava um título, escrito em letras gregas, romanas, e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS.
  39. E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
  40. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
  41. E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
  42. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.
  43. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.
  44. E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol;
  45. E rasgou-se ao meio o véu do templo.
  46. E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou.
  47. E o centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo.
  48. E toda a multidão que se ajuntara a este espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltava batendo nos peitos.
  49. E todos os seus conhecidos, e as mulheres que juntamente o haviam seguido desde a Galiléia, estavam de longe vendo estas coisas.
  50. E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo,
  51. Que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros, de Arimatéia, cidade dos judeus, e que também esperava o reino de Deus;
  52. Esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus.
  53. E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto.
  54. E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado.
  55. E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo.
  56. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.

Lucas 24

  1. E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas.
  2. E acharam a pedra revolvida do sepulcro.
  3. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus.
  4. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes.
  5. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?
  6. Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia,
  7. Dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite.
  8. E lembraram-se das suas palavras.
  9. E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais.
  10. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos.
  11. E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram.
  12. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.
  13. E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
  14. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.
  15. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.
  16. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.
  17. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?
  18. E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?
  19. E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;
  20. E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram.
  21. E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.
  22. É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro;
  23. E, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive.
  24. E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; porém, a ele não o viram.
  25. E ele lhes disse: O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!
  26. Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?
  27. E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
  28. E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.
  29. E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
  30. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu.
  31. Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
  32. E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?
  33. E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles,
  34. Os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão.
  35. E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão.
  36. E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco.
  37. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito.
  38. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações?
  39. Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.
  40. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.
  41. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer?
  42. Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel;
  43. O que ele tomou, e comeu diante deles.
  44. E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.
  45. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.
  46. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,
  47. E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.
  48. E destas coisas sois vós testemunhas.
  49. E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.
  50. E levou-os fora, até betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou.
  51. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu.
  52. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém.
  53. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém.

 
 

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